Análise e Desenvolvimento de Sistemas - Ensino Superior
No capítulo primeiro de seu célebre livro, A cultura do Renascimento na Itália, capítulo intitulado significativamente de "O Estado como obra de arte", J. Burckhardt deixou-nos uma descrição insuperável do cenário político italiano renascentista, quando, a olhos vistos, repúblicas e principados passavam por significativas modificações, alguns aumentando de tamanho, outros encolhendo e até mesmo desaparecendo, quando se inovava na arte de governar e desenvolviam-se instituições estatais muito diferentes das existentes no restante da Europa, na mesma época. Para expressar, em uma outra fórmula, a transformação em curso na esfera estatal, dir-se-ia que na Itália primeiro e na Europa Ocidental logo a seguir, o Estado estava deixando de ser um poder orgânico, tipicamente feudal, para começar a ser um poder-máquina, tipicamente moderno.
Fonte: FLORENZANO, M. Sobre as origens e o desenvolvimento do Estado moderno no Ocidente. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, São Paulo, n. 70, p. 11–39, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ln/a/4v8WTqJ6kHjNdKtFdHpW6nG/. Acesso em: 8 abr. 2025.
Considerando o período do Renascimento, em especial o italiano, assinale a alternativa correta:
a) O feudalismo foi fortalecido na Itália durante o Renascimento, sem dar espaço a novas formas de governo.
b) O pensamento político renascentista ignorou a necessidade de inovação na administração do Estado.
c) A Itália permaneceu unificada durante o Renascimento, sem divisões políticas significativas.
d) O Renascimento Italiano ajudou a transformar o poder feudal em um Estado mais estruturado.
e) As cidades italianas permaneceram com as mesmas estruturas políticas feudais durante todo o Renascimento.